Há 20 anos, a Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e os Sistemas Lagunares de Maricá-Guarapina, Lagoa Rodrigo de Freitas, Itaipu-Piratininga e Jacarepaguá enfrentavam um cenário crítico. A ocupação desordenada do solo, o avanço industrial, a poluição urbana e a baixa cobertura de saneamento colocavam em risco a saúde dos nossos rios, lagoas e dos ecossistemas locais. Era necessário unir forças e conhecimentos para mudar essa realidade.
Em 2001, a partir de iniciativas da sociedade civil e dos usuários da água, com o apoio da Secretaria de Estado de Recursos Hídricos do Rio de Janeiro foram dados os primeiros passos e no ano de 2005, o Governo do Estado do Rio de Janeiro instituiu oficialmente, por meio de decreto, o Comitê da Baía de Guanabara. Começa, assim, um novo modo de pensar e decidir, baseado em participação, corresponsabilidade e diálogo permanente para melhoria da qualidade da água e do meio ambiente, impactando a vida de mais de oito milhões de pessoas da região metropolitana do estado do Rio de Janeiro.
O CBH-BG abrange 17 municípios e é composto por seis subcomitês: Oeste, Leste, que são drenantes para a Baía de Guanabara, e os Lagunares Jacarepaguá, Lagoa Rodrigo de Freitas, Itaipu-Piratininga, e Maricá-Guarapina. Ao longo de duas décadas, o Comitê se consolidou como referência, participando da definição de diretrizes para recuperação dos rios da região hidrográfica, da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares, realizando e apoiando projetos estruturantes, fortalecendo o monitoramento, estimulando e propondo a melhoria de políticas públicas, ampliando a capacidade de planejamento e investindo em melhorias continuamente.
O Comitê é responsável pela construção de consensos, pela mediação de conflitos entre setores propondo o diálogo em decisões coletivas. O trabalho do CBH-BG é incessante, pois entende que preservar os rios e as lagoas da sua região hidrográfica é cuidar da Baía de Guanabara e, assim, contribuir para a proteção da sua população, do meio ambiente, da economia, da biodiversidade e do futuro.
Ao completar 20 anos, o Comitê reafirma seu papel como guardião da gestão democrática dos recursos hídricos, e celebra não apenas o tempo decorrido, mas o caminho construído. Um caminho que exige persistência, técnica e sensibilidade, no qual cada ação, pequena ou grande, começa na água e retorna para ela, como o funcionamento natural de uma bacia hidrográfica. Afinal, governar um território hídrico complexo é um exercício permanente de escuta, ação e colaboração, pois nenhuma mudança real se faz isoladamente.
Unidos pelas águas, mais abundantes, limpas e saudáveis
da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara.