Dia Mundial da Água reforça a conscientização sobre os impactos das mudanças climáticas nos recursos hídricos

22 de março, 2024


Como forma de mitigar os efeitos da crise climática, o CBH Baía de Guanabara irá investir mais de R$ 40 milhões em projetos ambientais na região em 2024.

Canal de Itaipu: Diego Miranda/Prefácio Comunicação

Criado pela ONU, em 1992, o Dia Mundial da Água é celebrado no dia 22 de março, com o objetivo de debater e conscientizar o público para questões essenciais que envolvem os recursos hídricos no planeta. Este ano, um dos motes da campanha no Brasil é a questão climática – a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) escolheu como tema para a Jornada da Água 2024 o slogan “A Água nos Une, o Clima nos Move”.

Para a diretora-presidente do Comitê de Bacia da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá (CBH Baía de Guanabara), Adriana Bocaiuva, debates e ações relacionadas às mudanças climáticas ganham destaque devido aos seus efeitos, que já são sentidos na população.

“Os efeitos da crise climática são uma realidade desafiadora para as diferentes políticas públicas correlacionadas à gestão hídrica. A pesquisa ‘Impacto da Mudança Climática nos Recursos Hídricos do Brasil’, realizada pela ANA, prevê uma perda de 40% de disponibilidade de água no Brasil até 2040, além de alertar sobre a intensificação de eventos climáticos extremos e sobre a redução de disponibilidade hídrica na região Sudeste. O estudo aponta para o fato de essas projeções serem mais contundentes para regiões populosas, como a Região Hidrográfica V (RH-V), que concentra cerca de 11 milhões de habitantes e 70% do PIB fluminense em seus 17 municípios.”, afirma Adriana.

Tendo em vista a preservação da quantidade e qualidade dos recursos hídricos frente aos efeitos das mudanças climáticas na região, o CBH Baía de Guanabara irá realizar importantes investimentos ao longo do território da bacia em 2024. Ao todo, serão investidos mais de R$ 40 milhões para ações e projetos. Uma das ações mais recentes do Comitê é a abertura de edital para instituições participarem da elaboração do Plano de Educação Ambiental, com investimentos na ordem de R$ 1,7 milhões.

Outras ações que receberão investimentos são saneamento, comunicação, plano de manejo para Unidades de Conservação (UCs), auxílio à pesquisa e monitoramento. Serão destinados os seguintes valores para os diferentes eixos de atuação:

  • Projeto de saneamento em áreas não contempladas nos contratos de concessão da Região Hidrográfica – R$ 13,6 milhões;
  • Elaboração do Plano de Manejo das Unidades de Conservação REVIS Campos de Sernambetiba e APA do Sertão Carioca no Rio de Janeiro – R$ 420 mil;
  • Projeto de renovação do sistema de comporta da Rua General Garzon na Lagoa Rodrigo de Freitas – R$ 6 milhões;
  • Auxílio à pesquisa e extensão na RH-V – R$ 2,8 milhões;
  • Programa de monitoramento da qualidade das águas – R$ 12,3 milhões.
  • Definição de trechos prioritários para enquadramento – R$ 1,5 milhão
  • Plano de comunicação – R$ 430 mil
  • Pagamento por Serviços Ambientais para bacia do rio Guapi-Macacu – R$ 600 mil
  • Escritório de projetos – R$ 1,2 milhão
  • Projetos de Educação Ambiental – R$ 1,7 milhões
  • Total dos investimentos: R$ 40.550.000

Os investimentos são resultado do amadurecimento do colegiado ao longo de seus 18 anos de atuação. “A deliberação recorde de R$ 40 milhões em investimentos na RH-V é um marco histórico para o Comitê, fruto do amadurecimento da governança do nosso colegiado frente aos desafios vencidos ao longo desses 18 anos de existência. O aprimoramento da governança na gestão de recursos hídricos, com cada membro do Sistema colaborando com suas competências, é uma potente ferramenta para adaptação aos impactos das mudanças climáticas”, conclui a diretora-presidente do Comitê.